Microgerenciamento: como esse tipo de gestão pode destruir uma equipe?

Você está perdendo tempo, pessoas importantes da sua equipe e projetos incríveis por causa disso. Sim, o microgerenciamento está destruindo a sua equipe e os seus resultados. Por isso, neste artigo, vamos conversar sobre que é microgerenciar e o que você precisa fazer para adotar modelos de gestão menos centralizadores.

Sumário

Você sente que precisa estar no controle. Ou, alguém acima de ti, cobra esse controle e você precisa cobrar da sua equipe também.

Você se sente sobrecarregado, afinal, toda e qualquer decisão que precisa ser tomada na sua equipe precisa passar por você.

Calma, calma, gestor.

Neste artigo, vamos conversar sobre esse modelo de gestão que pode acabar com a sua saúde e a sua equipe e como você pode se livrar dele.

O que é microgerenciamento?

O microgerenciamento é um estilo de gestão caracterizado pelo excesso de controle e supervisão sobre as atividades dos colaboradores, sem dar-lhes autonomia ou espaço para tomar decisões e resolver problemas.

O microgerenciador costuma interferir nos detalhes do trabalho, exigir relatórios constantes, revisar e criticar tudo o que é feito, e não delegar ou confiar nas competências da equipe.

O microgerenciamento pode ter origem em diversas causas, como a insegurança, a falta de confiança, o perfeccionismo, o medo de perder o poder, a pressão por resultados, ou a dificuldade de se adaptar a novos cenários, como o trabalho remoto.

No entanto, independentemente da motivação, o microgerenciamento traz uma série de impactos negativos tanto para os colaboradores quanto para os gestores e para a organização.

Os impactos negativos do microgerenciamento

O microgerenciamento afeta negativamente a motivação, a produtividade, a criatividade, a inovação, o engajamento, a satisfação e a retenção da sua equipe.

Isso ocorre porque o microgerenciamento gera um clima de desconfiança, frustração, estresse, ansiedade, baixa autoestima e falta de reconhecimento.

As pessoas da sua equipe se sentem sufocadas, desvalorizadas, desrespeitadas e desmotivadas para realizar suas tarefas, pois não têm autonomia, liberdade ou oportunidade de aprender e crescer.

Além disso, o microgerenciamento prejudica a comunicação, a colaboração, a confiança e o alinhamento entre os membros da equipe, gerando conflitos, ruídos e desgastes nas relações de trabalho.

O microgerenciamento também é prejudicial para você, gestor, que perde tempo e energia se preocupando com detalhes irrelevantes, deixando de focar nas questões estratégicas, no planejamento, na liderança e no desenvolvimento da equipe.

Você também corre o risco de se desgastar emocionalmente, de perder o respeito e a credibilidade da equipe, e de comprometer os resultados e a qualidade do trabalho.

Por fim, o microgerenciamento impacta negativamente a organização, que perde competitividade, agilidade, flexibilidade e capacidade de se adaptar às mudanças e às demandas do mercado.

A organização também sofre com a perda de talentos, a alta rotatividade, o aumento do absenteísmo, a queda da produtividade, a redução da inovação, a deterioração do clima organizacional e a insatisfação dos clientes.

Como evitar o microgerenciamento

Para evitar o microgerenciamento, é preciso que você adote um estilo de liderança mais participativo, democrático e colaborativo e trazer para a cultura da equipe as seguintes atitudes:

  • valorize e confie nas pessoas,
  • delegue responsabilidades e autoridade,
  • estimule a autonomia e a iniciativa,
  • reconheça e recompense os esforços e os resultados,
  • forneça feedbacks construtivos e frequentes,
  • promova o aprendizado e o desenvolvimento contínuo,
  • incentive a criatividade e a inovação,
  • comunique-se de forma clara e transparente,
  • alinhe as expectativas e os objetivos,
  • envolva a equipe nas decisões e nos processos e
  • celebre as conquistas e os sucessos.

Para isso, você também deve buscar desenvolver algumas competências e habilidades, como:

Sem dúvidas, é preciso que a organização também perceba o quão prejudicial é o microgerenciamento e forneça para os seus gestores e líderes as todas as ferramentas necessárias para que os estilos de liderança mais participativos sejam aplicados.

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